Centro de Saúde Pública e Inovação

Estratégias para universalizar saúde de qualidade e transformar Minas Gerais em polo de biotecnologia, telemedicina e inovação médica até 2035.

21M habitantes atendidos pelo SUS
600+ hospitais públicos e privados
maior rede SUS do Brasil
SUS Biotecnologia Saúde Digital Telemedicina Medicamentos Prevenção

Resumo Executivo

Minas Gerais possui a terceira maior rede de saúde pública do Brasil, com mais de 600 estabelecimentos de saúde entre hospitais, UPAs, AMBs e Unidades de Saúde da Família, servindo uma população de 21 milhões de pessoas distribuídas em 853 municípios — a maioria de pequeno porte e com acesso limitado a serviços especializados. O Estado mantém instituições de referência como a FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), o HC-UFMG (Hospital das Clínicas), a Fundação Ezequiel Dias (Funed) — responsável pela produção de imunobiológicos —, e o IPSEMG, que atende aos servidores estaduais.

Em termos epidemiológicos, Minas Gerais apresenta dados positivos em relação às médias nacionais: a mortalidade infantil caiu de 22 óbitos por mil nascidos vivos em 2010 para cerca de 11 por mil em 2022, e a esperança de vida ao nascer alcançou 77,1 anos (acima da média nacional de 76,4 anos). No entanto, esses resultados médios mascaram profundas desigualdades regionais: no Vale do Jequitinhonha e no Norte de Minas, municípios com menos de 5.000 habitantes enfrentam situação de "deserto médico" — ausência de médicos especialistas, inexistência de UTI e dependência quase total de encaminhamentos para grandes centros.

O Projeto Minas 2035 propõe uma agenda de saúde fundamentada em três eixos: (1) universalização da Atenção Primária à Saúde (APS) de qualidade em todos os 853 municípios; (2) digitalização do sistema de saúde por meio de telemedicina, prontuário eletrônico unificado e IA diagnóstica; e (3) consolidação de Belo Horizonte como polo nacional de biotecnologia e pesquisa clínica. O horizonte de 2035 é ambicioso, mas factível: uma Minas Gerais onde qualidade de saúde não depende do município em que se nasce.

"A saúde universal não é um custo para a sociedade — é o mais eficiente dos investimentos econômicos, pois previne, produz e liberta."
— OMS, Relatório Mundial da Saúde: Cobertura Universal de Saúde, 2023

Situação Atual de Minas Gerais

O sistema de saúde mineiro é marcado por uma estrutura dual: de um lado, uma rede pública robusta e historicamente comprometida com o SUS, com hospitais de referência terciária em Belo Horizonte (HC-UFMG, Santa Casa, João XXIII); de outro, um interior com graves insuficiências de infraestrutura, escassez de profissionais e dependência de regulação para acesso a leitos especializados. A FHEMIG opera 17 unidades hospitalares no Estado, com capacidade de 3.800 leitos e atendimento a mais de 2 milhões de pacientes por ano.

No campo da produção de medicamentos e imunobiológicos, a Funed (Fundação Ezequiel Dias) é referência nacional: produz vacinas, soros antiofídicos, reativos diagnósticos e kits de teste, contribuindo para a soberania sanitária brasileira. O Instituto Hermes Pardini (hoje Fleury MG), também sediado em BH, é referência em medicina diagnóstica e análises clínicas de alta complexidade, sendo um dos maiores laboratórios do país. A UFMG mantém grupos de pesquisa em biotecnologia, genômica e medicina de precisão com reconhecimento internacional.

Mortalidade infantil
11/mil NV
Óbitos por mil nascidos vivos – SIM/SVS 2022
Esperança de vida
77,1anos
Acima da média nacional (76,4 anos) – IBGE 2022
Cobertura APS
72%
Cobertura da Estratégia Saúde da Família – MS 2023
Leitos SUS
1,6/mil hab
Abaixo da recomendação OMS (3,0/mil hab)
Municípios sem especialistas
620+
Mais de 72% dos municípios sem médico especialista
Gastos em saúde / PIB
3,8%
Participação estadual · referência OCDE: 8%

Desafios Estruturais

  • Desertos médicos no interior — Mais de 620 municípios mineiros não possuem nenhum médico especialista residente. Cidades como Araçuaí, Almenara, Januária e Itamarandiba dependem integralmente de pacientes serem encaminhados para BH ou para outros centros regionais, com espera de meses para consultas que poderiam ser realizadas localmente com telemedicina e infraestrutura básica. A falta de especialistas é agravada pela ausência de infraestrutura adequada, habitação profissional e incentivos de fixação.
  • Déficit de leitos de UTI e média complexidade — Minas Gerais possui 1,6 leitos SUS por mil habitantes, menos da metade da recomendação da OMS (3,0). O déficit é mais agudo nas macrorregiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri, onde a distância até o hospital de referência pode superar 200 km, resultando em mortes evitáveis por tempo de transporte.
  • Subfinanciamento crônico do SUS estadual — O gasto estadual em saúde por habitante em Minas Gerais é inferior à média de estados comparáveis. A crise fiscal do Estado reduziu a capacidade de complementação do financiamento federal, resultando em contratos emergenciais, atrasos no pagamento de prestadores e degradação das estruturas físicas das unidades da FHEMIG.
  • Fragmentação e ausência de prontuário eletrônico unificado — O sistema de informações de saúde em Minas Gerais é fragmentado: diferentes sistemas operam nas redes municipal, estadual e privada sem interoperabilidade. A ausência de prontuário eletrônico único impede a continuidade do cuidado, multiplica exames desnecessários e inviabiliza o uso de dados para gestão e pesquisa epidemiológica.
  • Tripla carga de doenças — Minas Gerais enfrenta simultaneamente: doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, obesidade — principal causa de morte); doenças infecciosas negligenciadas com alta prevalência no interior (leishmaniose, dengue, doença de Chagas); e agravos de saúde mental amplificados pela pandemia e pela crise econômica. Essa tripla carga exige capacidade de resposta diversa e integrada.

Alerta epidemiológico: A mortalidade materna em Minas Gerais — que chegou a 80 óbitos por 100 mil nascidos vivos na pandemia — ainda supera em 70% a taxa de países de desenvolvimento similar. Das mortes maternas registradas, 92% são consideradas evitáveis com acesso adequado à atenção primária e ao pré-natal de qualidade. Este dado é inadmissível para um Estado com o porte e a capacidade institucional de Minas Gerais.

Oportunidades

  • Telemedicina como solução para desertos médicos — A regulamentação definitiva da telemedicina no Brasil (Lei 14.510/2022) abre uma janela histórica para Minas Gerais expandir o acesso a especialistas em todo o interior do Estado sem necessidade de grandes investimentos em infraestrutura física. Um hub estadual de telemedicina conectado às 853 secretarias municipais de saúde pode resolver em 3 anos um problema que demoraria décadas por meios convencionais.
  • Funed como âncora do polo biotecnológico — A Fundação Ezequiel Dias possui infraestrutura de biossegurança nível 3, expertise em produção de imunobiológicos e relacionamento internacional com organismos como a OMS e a OPAS. Ampliada e modernizada, a Funed pode se tornar o núcleo de um polo biotecnológico de Belo Horizonte, atraindo laboratórios farmacêuticos nacionais e internacionais para pesquisa e desenvolvimento de vacinas, biosimilares e terapias avançadas.
  • HC-UFMG e pesquisa clínica de ponta — O Hospital das Clínicas da UFMG é um dos hospitais universitários mais completos do Brasil, com mais de 40 serviços especializados e capacidade de conduzir ensaios clínicos de fase II e III. A expansão da capacidade de pesquisa clínica do HC-UFMG pode transformar BH em destino de ensaios farmacêuticos internacionais, gerando receita, conhecimento e acesso antecipado a tratamentos inovadores para a população mineira.
  • IA diagnóstica para democratização do diagnóstico — Modelos de inteligência artificial para leitura de imagens médicas (radiologia, dermatologia, oftalmologia) já superam a precisão de médicos generalistas em diversas condições. A implantação de IA diagnóstica nas Unidades Básicas de Saúde do interior de Minas Gerais pode compensar parcialmente a ausência de especialistas, priorizando casos graves e reduzindo o tempo de diagnóstico de condições como câncer, tuberculose e retinopatia diabética.
  • Farmácias Cidadãs e acesso a medicamentos — O programa Farmácia de Minas já distribuiu mais de 200 milhões de unidades de medicamentos gratuitos. A expansão para um modelo de Farmácia Cidadã — com dispensação de maior variedade de medicamentos, incluindo biológicos de alto custo, e integração com prontuário eletrônico — pode reduzir significativamente os custos com internações e complicações de doenças crônicas não tratadas adequadamente.

Potencial transformador: Estudos do Banco Mundial estimam que cada dólar investido em Atenção Primária à Saúde de qualidade gera retorno de US$ 10 em redução de hospitalizações, complicações e perda de produtividade. Para Minas Gerais, universalizar a APS de qualidade representaria uma das políticas de maior retorno social e econômico possíveis.

Benchmarking Internacional

Sistemas de saúde que alcançaram cobertura universal e excelência em inovação oferecem modelos adaptáveis para Minas Gerais, levando em conta as especificidades do SUS e do contexto fiscal estadual.

País / Região Indicador-chave Estratégia central Lição para Minas
Dinamarca (Saúde Digital) 99% prontuário eletrônico Prontuário eletrônico nacional unificado (sundhed.dk) desde 2003, telemedicina integrada à APS, dados de saúde abertos para pesquisa com proteção de privacidade (lei específica). Médico de família como coordenador do cuidado. Investimento em interoperabilidade de dados como fundação da transformação digital em saúde — não como projeto isolado, mas como infraestrutura pública.
Costa Rica (APS Universal) Esperança de vida: 80 anos Reforma da Caja Costarricense de Seguro Social (CCSS) nos anos 1990: ênfase na APS com Equipos Básicos de Atención Integral en Salud (EBAIS) cobrindo 100% da população, mesmo em zonas rurais remotas. Prevenção como prioridade. Modelo de equipes de saúde da família com território definido e metas de cobertura é o caminho mais custo-efetivo para eliminar desertos médicos no interior mineiro.
Santa Catarina (Brasil) 1ª cobertura APS/BR Santa Catarina tem a maior cobertura de Estratégia Saúde da Família do Brasil (acima de 85%), teleducação médica massiva, rede estadual de telemedicina (TelessaúdeSC) com mais de 1 milhão de consultas ao ano e gestão estadual unificada com municípios. Programa estadual de telemedicina com financiamento próprio e governança compartilhada Estado-municípios pode ser replicado em escala em Minas Gerais com investimento viável.
Coreia do Sul (Tecnologia Hospitalar) Top 5 inovação em saúde Integração de IA, robótica cirúrgica e diagnóstico genômico nos hospitais universitários (Samsung Medical Center, Asan Medical Center). Plataforma nacional de dados de saúde para pesquisa com 50 milhões de registros anonimizados. Consórcio hospital universitário + indústria de tecnologia em saúde + governo como modelo de desenvolvimento de healthtech com aplicação clínica imediata.

Objetivos 2035

2026–2028
Universalização da Atenção Primária
Cobertura da Estratégia Saúde da Família acima de 90% em todos os municípios; implantação do prontuário eletrônico unificado estadual (PEU-MG) em 100% das unidades da FHEMIG e em pelo menos 500 municípios; lançamento da Plataforma Telemedicina MG com 50 hubs regionais.
2028–2030
Digitalização do sistema e IA diagnóstica
Implantação de IA diagnóstica (radiologia e oftalmologia) em 200 UBS do interior; expansão do programa Farmácia Cidadã para todos os municípios com mais de 5.000 habitantes; criação do Instituto Mineiro de Biotecnologia em parceria com UFMG e Funed.
2030–2033
Polo Biotecnológico BH e pesquisa clínica
Belo Horizonte como polo nacional de pesquisa clínica com pelo menos 500 ensaios ativos; Funed com capacidade de produção de 3 novas vacinas; cluster de healthtechs com 100 empresas no Parque Tecnológico BH; mortalidade infantil abaixo de 7 por mil nascidos vivos em todas as macrorregiões.
2033–2035
Minas Gerais referência em saúde universal
Zero desertos médicos em Minas Gerais; esperança de vida acima de 79 anos; mortalidade infantil abaixo de 8 por mil nascidos vivos; leitos SUS acima de 2,5 por mil habitantes; BH entre os três maiores polos de biotecnologia do Brasil.

Metas 2050

  1. Esperança de vida ao nascer acima de 82 anos para homens e mulheres, equiparando Minas Gerais aos países da OCDE e eliminando a diferença de 8 anos entre a RMBH e o Vale do Jequitinhonha.
  2. Mortalidade infantil abaixo de 5 óbitos por mil nascidos vivos em todos os 853 municípios — meta dos países nórdicos e de Costa Rica, plenamente alcançável com cobertura universal de APS de qualidade.
  3. 100% dos municípios com equipe de saúde da família completa e acesso garantido a pelo menos 8 especialidades via telemedicina, eliminando definitivamente os desertos médicos históricos do interior.
  4. Minas Gerais como o maior polo de biotecnologia da América Latina, com produção local de vacinas, biosimilares e terapias celulares exportadas para o mercado internacional.
  5. Zero mortes maternas evitáveis — meta factível com cobertura universal de pré-natal de qualidade, parto humanizado e atenção ao puerpério em toda a rede pública estadual.
  6. Leitos de UTI acima de 3,0 por mil habitantes em todas as macrorregiões de saúde, com tempo de resposta do SAMU abaixo de 12 minutos nas áreas urbanas e 30 minutos nas zonas rurais.

Projetos Estratégicos

Telemedicina MG

Plataforma estadual de telemedicina conectando todos os 853 municípios a uma rede de especialistas sediados em Belo Horizonte, BH, Juiz de Fora, Uberlândia e Montes Claros. A plataforma operará 24 horas por dia, com foco em teleconsulta, telediagnóstico por imagem, telemonitoramento de doenças crônicas e telepsiquiatria. O modelo prevê contratação de especialistas por cooperativas regionais com suporte do Estado, e integração com o prontuário eletrônico unificado. Estima-se que a plataforma possa realizar 2 milhões de teleconsultas por ano a partir de 2028, substituindo deslocamentos de até 400 km que hoje os pacientes do interior precisam realizar. Inspirado no TelessaúdeSC e nas experiências do Ministério da Saúde com a Rede TELESSAÚDE BRASIL REDES.

Em desenvolvimento

Farmácias Cidadãs

Evolução do Programa Farmácia de Minas para um modelo ampliado de acesso universal a medicamentos, que inclui: (1) distribuição de medicamentos de alto custo hoje restritos à via judicial, por meio de parcerias com laboratórios públicos e privados; (2) farmacêutico clínico presente em todas as unidades para orientação farmacoterapêutica e adesão ao tratamento; (3) dispensação de biosimilares e genéricos de última geração, reduzindo o custo do tratamento de doenças crônicas em até 60%; e (4) integração digital com o prontuário eletrônico para alertas de interações medicamentosas e descontinuação de tratamentos. O projeto prevê implantação em 400 municípios na primeira fase (2026–2028) e cobertura universal até 2030.

Em implementação

Polo Biotecnológico BH

Cluster de empresas de biotecnologia, healthtechs e pesquisa clínica a ser instalado no entorno da UFMG e da Funed, na região de Pampulha e Bairro Santa Efigênia em BH. O polo reunirá laboratórios de pesquisa aplicada em genômica, imunoterapia e biofármacos; incubadora especializada em healthtechs; centro de ensaios clínicos com capacidade para 300 estudos simultâneos; e planta de biofabricação compartilhada para pequenas empresas. O projeto é desenvolvido em parceria com UFMG, Funed, FAPEMIG e Sebrae-MG, com investimento estimado de R$ 800 milhões em dez anos, sendo 40% público e 60% privado. A meta é posicionar BH entre os cinco maiores polos de biotecnologia do Brasil até 2032.

Em estudo

IA Diagnóstica no SUS-MG

Programa de implantação de inteligência artificial em unidades de saúde do interior de Minas Gerais, com foco em quatro especialidades com maior impacto epidemiológico: (1) radiologia digital com leitura automática de laudos de tórax (tuberculose, COVID, câncer de pulmão); (2) oftalmologia com triagem de retinopatia diabética e glaucoma por foto de fundo de olho; (3) dermatologia com análise de imagens para rastreamento de câncer de pele; e (4) cardiologia com ECG interpretado por IA para detecção precoce de arritmias e infarto. O programa prevê parcerias com startups de IA mineiras (como a Addi Medical e a Nuvem FSI) e com universidades, criando um ciclo virtuoso em que os dados do SUS financiam pesquisa que melhora os próprios algoritmos utilizados pelo sistema público.

Proposta

Indicadores-Chave (KPIs)

Cobertura APS (meta 2035)
95%
Meta 2035 · atual: 72% · crescimento anual necessário: 2,3 p.p.
Mortalidade infantil
8/mil NV
Meta 2035 · atual: 11/mil NV · redução de 27%
Esperança de vida
79anos
Meta 2035 · atual: 77,1 anos · ganho de 1,9 anos
Leitos SUS / 1.000 hab
2,5/mil
Meta 2035 · atual: 1,6/mil · referência OMS: 3,0
Tempo médio de espera
30dias
Meta para consulta especializada · atual: 90+ dias
Municípios c/ telemedicina
853/ 853
Meta 2035 · cobertura 100% do território mineiro

Questões para Debate Público

  1. Como Minas Gerais pode atrair e fixar médicos especialistas no interior do Estado sem recorrer apenas a incentivos financeiros? Que condições de trabalho, infraestrutura e qualidade de vida são determinantes para a decisão de um especialista de se instalar em um município pequeno?
  2. A telemedicina é um complemento à presença física de profissionais de saúde ou pode substituí-la em parte significativa dos casos? Quais os limites éticos e técnicos da medicina à distância para populações vulneráveis sem familiaridade digital?
  3. O modelo de Parceria Público-Privada (PPP) em saúde — adotado em hospitais como o Risoleta Neves (BH) — é adequado para expandir a capacidade hospitalar do Estado? Quais as salvaguardas necessárias para garantir que o interesse público prevaleça sobre o lucro?
  4. Como financiar a universalização da saúde de qualidade em um Estado com crise fiscal severa? Há espaço para um fundo estadual de saúde capitalizado por royalties, loterias e contribuições voluntárias da iniciativa privada?
  5. A Funed deve ser ampliada com capital privado (abertura de capital ou parceria com laboratórios) para aumentar sua capacidade de produção, ou deve permanecer como instituição exclusivamente pública para garantir soberania farmacêutica?
  6. Como garantir que os dados de saúde dos cidadãos mineiros utilizados para treinar algoritmos de IA diagnóstica sejam protegidos, e que os benefícios econômicos dessa utilização retornem ao sistema público que os gerou?
  7. Minas Gerais deve criar uma lei estadual de saúde mental que amplie o acesso a tratamento psicológico e psiquiátrico na rede pública, considerando que a depressão e a ansiedade já respondem por mais de 20% dos afastamentos do trabalho no Estado?
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Referências Bibliográficas

01 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Painel de Indicadores de Saúde – DATASUS 2022. Brasília: SVS/MS, 2023.
02 FJP – Fundação João Pinheiro. Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) – Saúde 2022. Belo Horizonte: FJP, 2023.
03 OMS – Organização Mundial da Saúde. World Health Statistics 2023: Monitoring Health for the SDGs. Genebra: WHO, 2023.
04 FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Relatório de Gestão 2022. Belo Horizonte: FHEMIG, 2023.
05 BANCO MUNDIAL. Investimento em Saúde Primária: retorno econômico e social. Washington: World Bank Group, 2022.
06 PAIM, Jairnilson et al. The Brazilian Health System: history, advances and challenges. The Lancet, v. 377, n. 9779, p. 1778–1797, 2011.
07 OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde. Renovação da Atenção Primária nas Américas. Washington: PAHO, 2020.
08 GOVERNO DE MINAS GERAIS / SES-MG. Plano Estadual de Saúde 2020–2023. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Saúde de MG, 2020.