Centro de Mobilidade e Transporte

Criando sistemas de transporte inteligentes, eficientes e sustentáveis que integrem os 853 municípios de Minas Gerais em uma rede logística e humana de nível internacional.

5,8M Habitantes RMBH
80% Transporte por ônibus
12 Rotas metropolitanas
Metrô Ônibus Mobilidade Urbana VLT Ciclomobilidade Trânsito

Resumo Executivo

Minas Gerais enfrenta uma crise silenciosa de mobilidade que compromete a produtividade econômica, a qualidade de vida urbana e a coesão territorial do estado. Com a Região Metropolitana de Belo Horizonte concentrando 5,8 milhões de habitantes e gerando mais de 40% do PIB estadual, o sistema de transporte da RMBH opera em condição de estresse crônico: congestionamentos custam estimadamente R$ 7,4 bilhões por ano em perda de produtividade, segundo estudo da Fundação João Pinheiro (2023).

O padrão rodoviarista dominante — em que 80% dos usuários de transporte público dependem exclusivamente de ônibus — cria um sistema frágil, poluente e ineficiente. A rede metroviária de BH, limitada a duas linhas com 28 estações e 28 km de extensão, atende apenas 11% dos usuários de transporte coletivo na região. Comparativamente, cidades como Bogotá e Curitiba consolidaram sistemas multimodais robustos com frações de investimento per capita semelhantes às disponíveis em Minas.

O interior do estado enfrenta desafio oposto: dos 853 municípios mineiros, 62% possuem menos de 10 mil habitantes e dependem de linhas rodoviárias estaduais para acesso a serviços básicos, educação e saúde. A malha ferroviária de cargas não contempla passageiros, e o transporte rural intermunicipal apresenta irregularidade e baixa frequência, aprofundando o isolamento de populações vulneráveis.

O Projeto Minas 2035 propõe uma transformação sistêmica que vai da expansão do metrô metropolitano à criação de corredores de BRT de alta capacidade, passando pela implementação de um VLT interconectando municípios da borda metropolitana e pela digitalização plena da gestão do trânsito. O objetivo central é reduzir o tempo médio de deslocamento diário na RMBH em 35% até 2035, ao mesmo tempo em que se dobra a participação do transporte de baixo carbono na matriz modal mineira.

Situação Atual

O diagnóstico da mobilidade em Minas Gerais revela uma combinação de infraestrutura envelhecida, governança fragmentada e investimento insuficiente. Os dados abaixo sintetizam os principais indicadores do estado da mobilidade no estado em 2024.

Tempo médio deslocamento BH
68min
Média diária por habitante. Índice TomTom Traffic (2023).
Pior que a média nacional (61 min)
Extensão do Metrô BH
28km
2 linhas, 28 estações. Expandido pela última vez em 2008.
Estagnado há 16 anos
Frota de ônibus RMBH
7.200
Veículos com idade média de 8,4 anos. BHTRANS, 2024.
18% acima da vida útil
Ciclofaixas em BH
195km
Meta era 300 km até 2020. PBH, 2024.
Meta não atingida

A frota de veículos particulares na RMBH cresceu 3,2% ao ano na última década, superando o crescimento populacional de 1,1%. Esse desequilíbrio reflete a ausência de alternativas de transporte público atraentes. Pesquisa de Origem e Destino da BHTRANS (2023) indica que 47% dos deslocamentos motorizados na RMBH são realizados por automóvel individual, dado que contrasta com os 23% registrados em cidades com transporte público bem estruturado.

No interior, apenas 127 dos 853 municípios possuem serviço de transporte público municipal regular. O DNIT registra que 34% da malha viária estadual não pavimentada apresenta condições críticas, dificultando o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros.

Desafios Estruturais

A crise de mobilidade em Minas Gerais é produto de décadas de escolhas políticas que priorizaram o automóvel individual e negligenciaram o planejamento integrado de transporte. Os desafios a seguir são interconectados e exigem abordagem sistêmica.

Superlotação e precariedade do transporte coletivo

Os corredores de ônibus da RMBH operam com lotação média de 140% da capacidade nos horários de pico. A ausência de sistemas de BRT de alta capacidade nos principais eixos — como a Avenida Antônio Carlos e o Anel Rodoviário — força milhões de passageiros a suportar condições degradantes cotidianamente. A insatisfação sistemática eleva o abandono do transporte público em favor do automóvel particular, criando um ciclo vicioso de congestionamento.

Ponto crítico: A taxa de abandono do transporte coletivo na RMBH cresceu 18% entre 2015 e 2023, com usuários migrando para automóveis e motos, piorando emissões e congestionamentos. Esse ciclo é autorreforçante e exige intervenção estrutural imediata.

Dominância absoluta do modal rodoviário

O sistema de transporte mineiro é quase integralmente rodoviarista. Não há nenhuma linha de trem de passageiros metropolitano além das duas linhas do metrô de BH. A RFFSA foi desativada nos anos 1990 sem substituição, e os trilhos — em grande parte ainda existentes — foram cedidos exclusivamente à exploração mineral e de cargas. Minas Gerais possui mais de 8.000 km de malha ferroviária, dos quais zero são destinados ao transporte regular de passageiros fora da RMBH.

Caos urbano em Belo Horizonte e municípios vizinhos

A gestão do trânsito na RMBH é atomizada em 34 municípios com competências sobrepostas e sistemas de sinalização incompatíveis. A ausência de um sistema único de gerenciamento de tráfego metropolitano resulta em ondas verdes desalinhadas, semáforos analógicos e incapacidade de resposta em tempo real a acidentes e eventos extraordinários. Belo Horizonte registra mais de 1.200 acidentes fatais de trânsito por ano — taxa 60% acima das capitais com sistemas de gestão integrada.

Ausência de modal ferroviário regional

Cidades mineiras de médio porte — como Uberlândia (700 mil hab.), Juiz de Fora (600 mil hab.) e Montes Claros (400 mil hab.) — carecem de conexão ferroviária de passageiros entre si e com BH. O transporte rodoviário de longa distância é caro, lento e emite carbono em nível 3x superior ao ferroviário. A inexistência de trem de alta velocidade ou VLT regional prejudica a integração econômica intermunicipal e a competitividade do estado.

A OCDE (2022) estima que cidades com participação do transporte coletivo acima de 40% dos deslocamentos apresentam PIB per capita 12% maior na média, devido à redução de perdas por congestionamento e maior mobilidade de trabalhadores de baixa renda em direção a oportunidades de emprego.

Exclusão da população rural e periurbana

Aproximadamente 1,4 milhão de mineiros residem em áreas rurais sem acesso regular a transporte público. Estudantes, trabalhadores rurais e idosos dependem de transporte informal, lotações clandestinas ou deslocamentos a pé em distâncias superiores a 10 km. Esse isolamento perpetua a pobreza rural e dificulta o acesso a serviços de saúde, educação e emprego nos centros urbanos.

Oportunidades

Apesar do diagnóstico desafiador, Minas Gerais possui ativos únicos que, se mobilizados estrategicamente, podem transformar sua matriz de mobilidade em menos de uma geração.

Infraestrutura ferroviária latente

Com mais de 8.000 km de trilhos — muitos em bom estado de conservação — Minas Gerais possui a base física necessária para uma rede ferroviária regional de passageiros. A reativação seletiva de trechos estratégicos, como o Belo Horizonte–Juiz de Fora e o BH–Governador Valadares, permitiria conectar polos econômicos regionais com velocidade, eficiência e custo ambiental reduzido, usando a infraestrutura existente com adaptações relativamente modestas.

Corredor de BRT de alta capacidade

Os grandes eixos viários da RMBH — especialmente a BR-040, a Avenida Antônio Carlos e o Anel Rodoviário — têm geometria adequada para implantação de BRT dedicado com frequência de 3 minutos. Curitiba demonstrou que sistemas de BRT bem planejados transportam volume equivalente ao metrô a 8% do custo de implantação. O potencial de atendimento diário de corredores BRT em BH é estimado em 1,2 milhão de passageiros adicionais.

Financiamento climático internacional

O Brasil é elegível a bilhões de dólares em financiamento climático do Fundo Verde para o Clima, BID, Banco Mundial e CAF para projetos de mobilidade de baixo carbono. A eletrificação de frotas de ônibus, a implantação de BRT e a expansão metroviária podem ser financiadas com taxas de juros subsidiadas e prazos de 30 anos, tornando projetos que pareciam fiscalmente inviáveis em oportunidades acessíveis ao governo estadual.

Tecnologia e mobilidade como serviço (MaaS)

A digitalização completa do sistema de transporte — com bilhetagem integrada, rastreamento em tempo real, aplicativos de planejamento multimodal e gestão inteligente de tráfego — pode ser implementada a baixo custo com tecnologia já disponível no mercado. Cidades como Singapura e Helsinque demonstraram que a integração digital reduz o tempo médio de deslocamento em 15-20% sem necessidade de nova infraestrutura física.

Benchmarking Internacional

A análise comparativa com sistemas de referência revela que os objetivos propostos para Minas Gerais são alcançáveis, tendo sido realizados em contextos socioeconômicos comparáveis ao mineiro.

Referência Modal público (%) Tempo médio deslocamento Política chave Lição para MG
Curitiba (BR) 45% 38 min BRT integrado com 340 km de vias exclusivas; terminal de tubo com embarque nível plataforma; integração tarifária única BRT de alta qualidade é tão eficaz quanto metrô e viável com orçamentos estaduais
Bogotá (Colômbia) 52% 48 min TransMilenio BRT (114 km); integração com Ciclovía (550 km de ciclovias); restrição veicular por placa Combinação de BRT com ciclomobilidade massiva reduz demanda e custo do sistema principal
Singapura 66% 42 min Integração metrô + ônibus + MaaS digital; pedágio urbano por eletrônica; taxação progressiva de automóveis Gestão da demanda via preços é essencial para evitar que nova oferta gere nova procura por carro
Zurique (Suíça) 72% 28 min S-Bahn regional integrado com VLT urbano; bilhete único para todos os modais; frequência de 6 min em horário de pico Integração tarifária e frequência elevada são os maiores drivers de adoção do transporte público
Minas Gerais (2024) 38% 68 min Dois sistemas isolados (metrô BH + ônibus RMBH); sem integração tarifária plena; zero BRT estruturado
"A mobilidade urbana não é um problema de engenharia — é um problema de escolha política. Toda cidade que priorizou o transporte coletivo melhorou sua economia, sua qualidade do ar e seu índice de felicidade."
— Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá e referência mundial em mobilidade urbana

Objetivos 2035

Os objetivos abaixo são mensuráveis, vinculados a responsáveis institucionais e estruturados para serem alcançados dentro do horizonte temporal de 2035, com marcos intermediários em 2027 e 2030.

2027
Sistema de Gestão Integrada de Tráfego Metropolitano
Implantação do Centro de Controle Operacional Metropolitano (CCOM) unificando o gerenciamento de tráfego de BH e 10 municípios vizinhos. Instalação de 1.200 câmeras inteligentes e integração de semáforos adaptativos em 650 cruzamentos críticos da RMBH. Redução estimada de 12% no tempo de deslocamento.
2028
Corredor BRT Antônio Carlos – Pedro I em operação plena
Primeiro corredor BRT de alta capacidade da RMBH, ligando a Pampulha ao Centro com 42 km de vias exclusivas, 28 estações e frequência de 4 minutos. Capacidade para 280 mil passageiros/dia. Integração tarifária com o Metrô e ônibus alimentadores via cartão único MG Mobilidade.
2030
VLT Contagem – BH em operação e expansão do Metrô
VLT de superfície conectando Contagem ao Centro de BH (18 km, 14 estações). Extensão da Linha 2 do Metrô até Venda Nova (+9,4 km, 7 estações). Juntos, esses projetos adicionarão 350 mil passageiros/dia ao modal ferroviário metropolitano, reduzindo 28% da frota de ônibus na orla da RMBH.
2032
Eletrificação de 60% da frota de ônibus metropolitana
Renovação de 4.300 veículos por ônibus elétricos, com depósitos de recarga solar nas 12 garagens metropolitanas. Redução de 45% nas emissões de NOx e material particulado, com economia de R$ 780 milhões/ano em combustível. Parceria com fabricantes nacionais (Marcopolo, Eletra Bus).
2035
Tempo médio de deslocamento reduzido em 35% na RMBH
Meta final: deslocamento médio diário de 68 minutos reduzido para 44 minutos. Modal público atingindo 52% dos deslocamentos motorizados. 500 km de ciclovias integradas à rede pública. Transporte rural regular implantado em 80% dos municípios com menos de 10 mil habitantes.

Metas 2050

As metas de 2050 representam a visão de longo prazo — um estado de Minas Gerais com mobilidade de classe mundial, neutro em carbono no setor de transportes e com plena integração entre seus 853 municípios.

  1. Atingir 65% de participação do transporte coletivo e ativo (a pé e bicicleta) nos deslocamentos motorizados da RMBH, alinhando Minas Gerais com os padrões das melhores cidades europeias.
  2. Implantar rede ferroviária regional de passageiros conectando as 12 cidades com mais de 100 mil habitantes ao sistema metropolitano de BH, com viagens de até 300 km em menos de 2 horas.
  3. Zerar as emissões de carbono da frota de transporte coletivo público, com 100% de veículos elétricos ou a hidrogênio verde operando na rede metropolitana e intermunicipal.
  4. Eliminar o transporte irregular (lotações clandestinas) substituindo-o por serviços formais, seguros e subsidiados em todos os municípios com menos de 5 mil habitantes.
  5. Reduzir em 80% as mortes no trânsito em Minas Gerais em relação a 2020, através de infraestrutura viária segura, fiscalização eletrônica e educação para o trânsito integrada ao currículo escolar.
  6. Consolidar Belo Horizonte como referência ibero-americana em mobilidade sustentável, com reconhecimento da UITP (União Internacional de Transporte Público) e posição entre as 30 cidades mais eficientes do mundo.

Projetos Estratégicos

Os projetos a seguir representam as iniciativas prioritárias para a transformação do sistema de mobilidade mineiro, selecionadas pela combinação de impacto, viabilidade e capacidade de mobilizar recursos públicos e privados.

Metrô RMBH – Expansão das Linhas 1 e 2

Extensão da Linha 1 (Lagoinha–Carlos Prates, +4,2 km) e da Linha 2 (Calafate–Venda Nova, +9,4 km). Inclui 11 novas estações, modernização dos sistemas de sinalização CBTC e aquisição de 30 novos trens. Capacidade adicional de 220 mil passageiros/dia. Custo estimado: R$ 6,8 bilhões com financiamento misto (BID + Estado + PPP).

Em Estudo

VLT Contagem–BH – Corredor Oeste Metropolitano

Veículo Leve sobre Trilhos conectando o centro de Contagem ao Centro de BH (18 km, 14 estações) via Avenida Nossa Senhora do Carmo e Avenida Amazonas. Integrado ao Metrô na Estação Eldorado e aos ônibus municipais em cada estação. Viagem prevista de 28 minutos. Modelo de concessão com construção privada e operação regulada pela SETOP.

Proposta

Corredor BRT 24h – Anel Rodoviário a Savassi

Corredor BRT de alta capacidade operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, no eixo Anel Rodoviário–Avenida do Contorno–Savassi (32 km). Veículos elétricos articulados com frequência de 3 minutos. 22 estações com acesso para pessoas com deficiência, bicicletários e integração digital. Capacidade: 180 mil passageiros/dia. Modelo similar ao Linha Verde de Curitiba.

Proposta

Mobilidade Rural Integrada – 853 Municípios Conectados

Programa de transporte público rural para municípios com menos de 10 mil habitantes, cobrindo deslocamentos para saúde, educação e comércio. Uso de vans elétricas sob demanda (modelo agendamento por aplicativo e SMS) em rotas flexíveis. Subsídio escalonado pelo tamanho e vulnerabilidade do município. Parceria com SECTES e EMATER para atendimento de comunidades rurais remotas.

Planejamento Ativo

MG Mobilidade Digital – Bilhetagem Única e MaaS

Plataforma digital integrada para todos os modais de transporte público de Minas Gerais: metrô, ônibus municipais, BRT, VLT, transporte escolar e rural. Cartão único com recarga via aplicativo, Pix e terminais físicos. Inclui painel de planejamento de viagens multimodal em tempo real, com acessibilidade em libras e áudio para deficientes visuais. Prazo de implantação: 18 meses.

Em Estudo

Indicadores-Chave (KPIs)

Os indicadores abaixo constituem o painel de monitoramento do Centro de Mobilidade e Transporte. Serão atualizados semestralmente com dados de BHTRANS, SETOP, CBTU e IBGE.

Tempo médio deslocamento RMBH
68min
Meta 2035: 44 min. Fonte: TomTom Traffic Index.
12% pior vs. 2019
Modal público nos deslocamentos
38%
Meta 2035: 52%. Fonte: Pesquisa OD BHTRANS 2023.
Queda de 6pp em 10 anos
Emissões CO₂ transporte (MG)
24Mt
Megatoneladas por ano. Meta 2035: 16 Mt. Fonte: SEEG 2023.
32% do total estadual
Índice de Mobilidade Urbana
0,47
IMOB/MDR (0 a 1). Meta 2035: 0,68. Média capitais: 0,53.
Abaixo da média
Mortes no trânsito (por 100 mil hab.)
16,8
Meta 2035: 8,0. Fonte: Observatório Nacional de Segurança Viária.
2× maior que UE
Extensão de ciclovias (BH)
195km
Meta 2035: 500 km integrados. Fonte: PBH Mobilidade.
+38% vs. 2018

Questões para Debate Público

O Centro de Mobilidade e Transporte convida pesquisadores, gestores, operadores e a sociedade civil a debater as seguintes questões fundamentais para a formulação de políticas de mobilidade em Minas Gerais:

  • Como estruturar um modelo de governança metropolitana de mobilidade que supere a fragmentação entre os 34 municípios da RMBH sem ferir a autonomia municipal garantida pela Constituição de 1988?
  • Qual deve ser a proporção ideal entre investimento em infraestrutura nova (metrô, BRT) e melhorias operacionais no sistema existente de ônibus, considerando as restrições fiscais do Estado de Minas Gerais?
  • Como garantir que a expansão do sistema de transporte alcance as periferias mais vulneráveis da RMBH — e não apenas os corredores de maior demanda e rentabilidade para os operadores privados?
  • Quais mecanismos de financiamento são mais adequados para projetos de mobilidade de longo prazo (30-40 anos) em um estado com histórico de restrições fiscais severas?
  • Como implementar instrumentos de gestão da demanda — como pedágio urbano e restrição de circulação — de forma politicamente viável e socialmente justa, sem penalizar trabalhadores de baixa renda que dependem do automóvel?
  • De que forma o transporte rural e intermunicipal pode ser estruturado como serviço público essencial, com financiamento garantido mesmo em municípios sem capacidade própria de arrecadação?
  • Como a eletrificação da frota de ônibus pode ser acelerada aproveitando a capacidade instalada de energia renovável em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que se desenvolvem fornecedores industriais locais?

Referências

01
BHTRANS – Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte. Pesquisa de Origem e Destino da RMBH 2023. Belo Horizonte: BHTRANS, 2023.
02
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO (FJP). Custo dos congestionamentos na RMBH: estimativa de perdas de produtividade 2023. Belo Horizonte: FJP, 2023.
03
BRASIL. Ministério das Cidades. Sistema Nacional de Indicadores de Mobilidade Urbana – SIMOB 2022. Brasília: MDR, 2022. Disponível em: gov.br/cidades
04
INSTITUTO CLIMA E SOCIEDADE (iCS) / SEEG. Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa – Setor Transportes 2023. São Paulo: SEEG, 2023.
05
TOMTOM INTERNATIONAL. Traffic Index Report 2023. Amsterdam: TomTom, 2024. Disponível em: tomtom.com/traffic-index
06
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Urban Mobility and Economic Productivity: Evidence from 200 Cities. Paris: OECD Publishing, 2022.
07
INSTITUTE FOR TRANSPORTATION AND DEVELOPMENT POLICY (ITDP). The BRT Standard 2016. New York: ITDP, 2016. Disponível em: itdp.org
08
OBSERVATÓRIO NACIONAL DE SEGURANÇA VIÁRIA (ONSV). Relatório Anual de Acidentes e Mortes no Trânsito Brasileiro 2023. São Paulo: ONSV, 2024.
09
BANCO MUNDIAL. Mobilidade Urbana na América Latina: Desafios e Soluções para Cidades Inclusivas. Washington: World Bank Group, 2021.
10
CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Relatório de Desempenho Operacional do Metrô de Belo Horizonte 2023. Rio de Janeiro: CBTU, 2024.